sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Futilidade do Ser Humano

                    Quem vê um título desse deve pensar que tento não ligar pra bens materiais, mas na verdade ligo sim, só que não gosto de coisas superficiais que são exaltadas a ponto de mergulharem-nas abaixo da linha do que realmente importa no "mar" chamado "vida".
                    Sempre fui um cara simples, gosto de coisas boas, mas não caras (até porque nem tudo que é caro é bom e vice-versa) e como sempre digo: vivo de fases (a minha atual está me torturando no início, mas vai ser bom um dia). Decidi me afastar ou ao menos reduzir a intensidade da proximidade para com as coisas que me fazem mal, umas consegui, outras nem tanto, enfim...
                    Vi uma reportagem do Jornal O Dia falando da atriz Vera Fischer que me deixou um tanto quanto insatisfeito. Achei de uma babaquice tamanha exaltar o fato de a "Atriz Vera Fischer ser vista sem maquiagem no aeroporto". Sério mesmo que isso é o que importa? Não vou ser clichê e falar que o momento político no Brasil é ruim e que esse deveria ser o enfoque (até porque isso é o que todos falam e não gosto de ser igual a todos), mas independente de fatores alheios à isso, será que tem alguma relevância ou vai me engrandecer de alguma maneira uma coisa dessas? Olha, é preciso de um boníssimo argumento pra me convencer que não.
                    As pessoas que dão importância a esse tipo de coisa são vazias e infelizes. Não quero bancar o filósofo porque não sou uma pessoa "inteligente", mas concluí que a sociedade é isso: pessoas sendo e pessoas querendo ser. É mais ou menos uma luta em busca do nada. Um "lutar por lutar". Mas como uma andorinha não faz verão, cabe a mim aceitar, calar a boca e me adequar à essa sociedade em que o que vale é a grana.
                    Não sei se faz parte do amadurecer (pra mim parece que faz), porém um dia as pessoas vão deixar de dar valor à futilidades. Mais vale uma vida rodeada de pessoas cheias com os bolsos vazios do que bolsos cheios em pessoas vazias. (Isso não quer dizer que a pessoa não possa ter o bolso cheio, pode sim, desde que seja uma pessoa cheia). Tenho tantas ideias e tanta vontade de jogá-las pra fora mas sei que se isso aqui ficar muito grande os meus 3 fieis leitores já não vão querer mais ler rs. Ser é melhor do que tentar mostrar que é. ;)

Nessas fases em que fico reflexivo gosto muito de ouvir o Polisenso do Forfun (um dia farei aqui resenhas de cada música) e suas músicas falam dessas coisas, além de servirem como anestésicos à minha mente, talvez possa ser pra sua também, experimente ouvir ;). Esse é um dos melhores discos pra mim, juntamente com o Histórias Reais Seres Imaginários do Nenhum de Nós, Obrigado Tempestade do Hateen, Felicidade Instantânea do CPM 22 entre outros...

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